0 com
Hoje, às 21h30, no Museu Alberto Sampaio, é inaugurada a exposição Vimaranenses: As Mãos e as Máquinas. Na mesma ocasião é lançado o segundo volume dos Cadernos da Imagem, uma edição da secção de fotografia do Cineclube de Guimarães
Depois do sucesso da primeira edição há motivos para não perder o novo volume. Já o espreitei e asseguro que tem trabalhos e textos absolutamente brilhantes.
1 com

Voltar a arrancar


Entre as temporadas do Vitória que guardo com especial destaque contam-se aquelas em que a prestação da equipa foi feita de trás para a frente. Da segunda volta de Pacheco à recuperação pós- pedido de demissão de Manuel Machado.

As indicações deixadas pelo Vitória no jogo com o Sporting fazem-me acreditar que, com Paulo Sérgio no comando, esta pode ser uma dessas temporadas. Hoje, em Coimbra, com uma Académica também em início prometedor de novo ciclo, é preciso capacidade para dar um safanão no futebol vitoriano. E arrancar para os objectivos obrigatórios.
9 com

Dias das bruxas


Lá está o Colina Sagrada a bater no ceguinho. Mas no que toca a comboios tenho hipersensibilidade.

Parece que aconteceu uma coisa típica do Dias das Bruxas ontem em Guimarães. Não é que um comboio partiu da estação e deixou para trás uma locomotiva? Uma locomotiva, pelos vistos. Há coisas estranhas. Acontecer isto era o equivalente a um carro sair da garagem e deixar lá o motor.

E acontecer isto com um comboio da linha de Guimarães é ainda mais curioso, dado tratarem-se de automotoras, bichinho em que máquina e carruagem são uma coisa só. A menos que de desintegrassem, o que a bem dizer até parece possível. Como diria um sábio amigo meu, "andam espíritos malignos à solta" nesta terra.

3 com

A Cultura Extraordinária

Atrasado como sempre na leitura da blogosfera mais próxima, deparei-me com um excelente texto do Paulo Dumas no seu blogue. É a leitura de alguém que participou no Forum Guimarães, há pouco mais de uma semana, mas dá-nos pistas que vão muito para além disso. Para ler aqui.
7 com

A nova câmara

É já conhecida a nova distribuição dos pelouros da câmara de Guimarães. Nova é quase um termo complicado de usar dado que as novidades são poucas.

Os três vereadores que se mantêm continuam a ter as mesmas competências. Domingos Bragança, vice-presidente, tem os pelouros das Finanças e Obras Municipais. Francisca Abreu, ao contrário do que cheguei a sugerir, continuará acumulando Educação, Cultura e Juventude. E César Machado desaproveitado na Fiscalização, contencioso e Polícia Municipal e ainda perde poderes.

Não sendo uma novidade na vereação, Amadeu Portilha tem pela primeira vez funções delegadas. E assume a vaga de Costa e Silva, ficando com o pelouros do Ambiente, mas também com a Protecção Civil, que vinha sendo exercida por Machado. Novidade ainda é que, finalmente, há um vereador do Desporto na CMG, Portilha.

De saída da vereação, Costa e Silva assume, como era esperado, o lugar de administrador da Vimágua. Fica por esclarecer para já quem vai substituir Portilha na liderança da Tempo Livre, o que não é coisa pouca. Muitos são os nomes de que se tem vindo a falar para este lugar, mas aquele que ganha mais consistência é o de Aníbal Rocha. Actualmente director de instalações do CCVF e com experiência também na área desportiva enquanto director do Vitória e mentor do projecto vencedor do voleibol do clube.

As outras novidades da vereação são José Augusto Araújo e Alexandra Gesta. As funções da arquitecta não constituem novidade, assumindo aquilo para que foi "recrutada", o Urbanismo e retomando poderes no "seu" GTL. Já José Araújo, que cheguei a admitir ter funções a tempo inteiro, ficará na câmara a meio tempo, mas vai ter sob sua alçada os Recursos Humanos e Sistemas de Informação.
3 com

De novo o fogo

foto Adriano Miranda - Público

Pela segunda vez em meio ano acontece um incêndio no centro histórico de Guimarães. Ontem ficaram destruídos três prédios e outros tantos danificados. Dez pessoas ficaram sem casa e ainda houve um susto para os 170 alunos do infantário de S. Sebastião.

Curiosamente, o acidente anterior aconteceu a escasso metros da rua de Camões, também na freguesia de S. Sebastião, aquela que em 20 anos tem estado mais afastada dos esforços de renovação urbana.

Ontem, e apesar de alguns percalços, a intervenção dos bombeiros foi rápida e evitou males maiores. A articulação entre as várias entidades envolvidas, sem ser perfeita, pareceu eficaz. Mas há coisas a melhorar, pelo que ontem pude ver.

Ficou um susto e uma segundo aviso. Bem sei que é difícil evitar acidentes como este e que é impossível alterar as técnicas de construção nesta zona da cidade, mas dois fogos no coração da cidade em tão pouco tempo têm que nos fazer pensar a todos.
0 com

Seriedade

Ao assumir que não tomará posse esta manhã como vereador na câmara de Guimarães, Vítor Ferreira toma uma posição séria. De resto, em linha de conta com o que tem sido a sua participação pública. Às vezes até em excesso.


Ferreira falhou. Falhou rotundamente, aliás, já que o PSD teve um resultado muito aquém das suas expectativas e até da história recente do partido em Guimarães. E assumiu isso. Mas não fui o único a falhar. E por isso estranho que o tenha assumido sozinho. Foi ele a carne para canhão num momento difícil para o partido, em que a vitória de Magalhães era já quase assumida.


Aliás, as declarações de Vítor Ferreira, deixam, quanto a mim, perceber alguma mal-estar do agora ex-vereador junto de alguns sectores do partido.


O facto de ser independente e conotado ideologicamente com a Esquerda foi uma fragilidade do candidato junto do eleitorado e junto do partido que o apoia. Ao anunciar que sai da câmara para dar mais espaço ao partido, Ferreira parece confirmar a minha leitura.

0 com

Frases para pensar (II)

Ainda sobre a frase de Álvaro Domingues e a promessa de despedimento por delito de opinião feita pelo presidente da Câmara, o Araduca dá uma nova leitura à questão. A leitura de Domingues enquanto especialista era já conhecida da autarquia. A menos que Magalhães, tal como 99 por cento dos vimaranense, também não tenha tido acesso ao dossiê de 2012.
11 com

Ainda o Preço dos Bilhetes

Depois de escrever este artigo fiz uma conta simples. Muitos dos espectáculos no CCVF têm preços a rondar os 15€. Muitos desses espectáculos acabam por ter um público de menos de 200 pessoas, num auditório onde cabem 800. Acontece que a receita resultante da venda desses 200 bilhetes a 15€ cada (assumindo que não há ofertas e que não são vendidos bilhetes com desconto) é a igual a venderem 600 bilhetes a 5€ (3.000 euros).

Para um espaço municipal dirigido por uma entidade controlada pela Câmara Municipal de Guimarães e tendo a vocação que o CCVF tem, esta conta dá-me que pensar...

8 com

Ideias Avulsas para a Cultura em Guimarães (1)

Muitos dos espectáculos culturais que se fazem em Guimarães têm um problema: fraca afluência. Os preços, ainda que muitas vezes não sejam elevados face aos que se praticam no sector, são-no para a bolsa dos vimaranenses, em especial dos jovens, um dos grupos de maior interesse para a promoção cultural. Uma boa prática para solucionar este problema poderia ser a venda de bilhetes com elevado desconto nas horas antes de cada espectáculo. Um exemplo: a duas horas de um concerto os bilhetes por vender ficam com 70% de desconto.

Esta ideia permitiria aumentar o número de assistentes nos espectáculos, permitindo também o acesso a pessoas com menores rendimentos.

Claro que esta prática pode ter efeitos perversos. Como muitos espectáculos têm pouca afluência, esses poucos poderiam adiar ao máximo a compra dos bilhetes, sabendo de antemão que não iria esgotar.

Esta medida é praticada já por alguns espaços culturais em Portugal, como por exemplo o Teatro Nacional S. Carlos.